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Participação das Unidades Federais no PIB em 2003

Posted by Desenvolvimento Nordestino em outubro 7, 2007

PIB2003

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u102050.shtml

O resultado das Contas Regionais divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que os quatro
Estados mais ricos do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
Rio Grande do Sul), que concentravam, em 1985, 66,3% do PIB (Produto
Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos no país), passaram
a concentrar 61,5% em 2003. Essa é a mais baixa participação na série
iniciada em 1985.

São Paulo foi o Estado que mais contribuiu para esse resultado e teve
em 2003 a participação no PIB mais baixa de toda a sua série, 31,8%
–era de 32,6% em 2002. Em seguida aparece o Rio de Janeiro, cuja
participação no PIB caiu de 12,6% para 12,2%. O resultado do Estado,
entretanto, ainda é seu quarto melhor desde 1985.

Segundo o Coordenador de Contas Regionais, Frederico Cunha, diversos
fatores explicam a perda de participação do Estado de São Paulo nos
últimos anos, com destaque para a perda de participação da indústria.
Em 2000, a participação do Estado no PIB era de 33,7%. Em 2003, caiu
para 31,8%.

Em 1985, início da série histórica, a participação da indústria
paulista no PIB era de 51,6%. Em 2003, este patamar caiu para 40,4%.
De acordo com Cunha, a disseminação de indústrias leves, como as de
alimentos, nos demais Estados, as políticas de incentivos fiscais e a
guerra fiscal contribuíram para a maior desconcentração da indústria.

O avanço da fronteira agrícola também contribuiu para reduzir a
concentração da agricultura nacional, segundo o coordenador.

O ano de 2003 foi particularmente negativo para a indústria paulista
em razão do cenário de juros altos. “Toda e qualquer política fiscal
ou monetária que influencia a demanda agregada interfere no desempenho
da indústria paulista. Se as famílias param de consumir, isso afeta a
indústria paulista, que tem parte de sua produção voltada para o
mercado interno”, afirmou Cunha.

O coordenador destaca, no entanto, que a indústria paulista é a
primeira a responder quando existem sinais de aquecimento. A
perspectiva para 2004 é de crescimento da participação com os
resultados favoráveis da indústria.

Se na região Sudeste houve queda na participação no PIB, o grupo de
Estados ligado à agroindústria (formado por Pernambuco, Goiás, Pará,
Espírito Santo, Ceará, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul),
além do Distrito Federal, foi, por sua vez, o que mais avançou.

Segundo o IBGE, destacam-se todos os Estados da região Centro-Oeste,
além do Estado do Amazonas, que ao longo da série alcançaram as
maiores taxas de crescimento.

Em relação a 2002, os Estados que tiveram os maiores ganhos de
participação no PIB foram o Rio Grande do Sul, de 7,8% para 8,2%, e o
Paraná, de 6,1% para 6,4%. As maiores perdas foram registradas em São
Paulo e Rio de Janeiro.

Entre as quatro maiores economias do país, o Rio Grande do Sul
apresentou o melhor resultado. Além de registrar um crescimento de 21%
na atividade agropecuária, o Estado teve bom desempenho nos setores
industriais voltados para as máquinas e implementos agrícolas, ligados
ao avanço da agropecuária. Os setores industriais que contribuíram
para a expansão foram a indústria mecânica e material de transporte.

Este resultado não deverá se repetir nas contas de 2005. Neste ano, o
RS enfrentou forte queda da produção agrícola em razão da estiagem e o
desempenho da indústria de máquinas e equipamentos destinados à
agricultura sofreu forte queda em razão da revisão de projeções da
colheita.

Segundo o IBGE, São Paulo não cresceu em 2003. A indústria, que pesa
35% da economia paulista, ficou estável e a agropecuária, que pesa
cerca de 8% teve queda de 0,5% em razão da retração do consumo. A
agropecuária paulista só não teve um impacto maior por causa do bom
desempenho da produção de cana-de-açúcar. O segundo produto de maior
peso na agricultura do Estado, a laranja, teve queda de 10% em razão
da redução da área plantada por conta de uma praga que rondava os
laranjais paulistas.

A indústria de transformação do Rio de Janeiro, que chegou a crescer
4,1% em 2002 após sete anos seguidos de queda, voltou a cair em 2003 e
registrou queda de 3%. O Estado teve queda de 0,2% em 2003. Além
disso, a atividade de extração de petróleo teve o pior resultado desde
1993 e cresceu apenas 1,8%. Apesar do fraco desempenho de 2003, a
atividade acumula desde 1994 um crescimento de 158%.

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