Desenvolvimento Nordestino

com Responsabilidade Social e Ambiental

Fruta exótica gera renda para mil famílias

Posted by Desenvolvimento Nordestino em setembro 23, 2007

Copiado de : http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=1590&lay=mam
e:

http://nossaterra.wordpress.com/2007/09/21/fruta-exotica-gera-renda-para-mil-familias/

Montes Claros (MG), 10/11/2005
Fruta exótica gera renda para mil famílias
No norte de Minas Gerais, frutos da vegetação típica tanto da Caatinga quanto do Cerrado garantem o sustento de cem comunidades rurais

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Crédito: Polãia Militar/Divulgação

MARÍLIA JUSTE
da PrimaPagina

Você já comeu geléia de umbu? Tomou suco de mangaba? Gostaria de experimentar um sorvete de cagaita? Os nomes não são tão conhecidos quanto banana e maracujá, mas esses frutos também brotam do solo brasileiros. E são eles que garantem a renda de pelo menos cem comunidades e mil famílias mineiras desde 1998.

Essas comunidades habitam o norte de Minas, na região de Montes Claros, que tem uma geografia especial. Na divisa entre as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, a área reúne vegetação típica do Cerrado e da Caatinga. Assim, é possível encontrar frutos típicos tanto da savana, como o coquinhos azedo, quanto do sertão nordestino, como o panã.

“Essas são frutas que não tinham valor nenhum e que hoje sustentam todo o nosso grupo”, conta Breno Silveira, administrador da Cooperativa Grande Sertão, que vende sucos, geléias, sorvetes, compotas e outros produtos feitos em na fábrica da comunidade, também chamada Grande Sertão. Tanto a pequena indústria quanto a organização foram criadas com o apoio do Programa de Pequenos Projetos, financiado pelo GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial) e desenvolvido pelo PNUD.

Primeiramente, o PPP ajudou os moradores a construir a fábrica. Foi uma verdadeira revolução na vida daquelas famílias. “Antes nós trabalhávamos de forma bem informal. Tínhamos uma banca no mercado de Montes Claros. A polpa da fruta era entregue de bicicleta”, relembra Santos. A construção da fábrica melhorou a qualidade de todo processo de produção. As polpas puderam, por exemplo, ser congeladas, o que aumentou o prazo de validade da mercadoria e permitiu a chegada a mercados maiores e mais distantes.

Com a fábrica pronta, surgiu a necessidade de aprimorar também a estrutura de vendas. O PPP ajudou os moradores a montarem a cooperativa. Hoje, é ela que faz a intermediação entre a linha de produção e a venda. Os maiores consumidores dos produtos da Grande Sertão hoje são institucionais: as prefeituras de 17 municípios da região compram os produtos para servi-los na merenda escolar e nas refeições de hospitais públicos.

Com o crescimento do projeto, a cooperativa se fortaleceu. Atualmente, ela presta assessoria a uma outra fábrica da região, também construída com o apoio do GEF e do PNUD através do PPP. Na comunidade de Riacho d’Água, próxima a Montes Claros, o programa ajudou na construção de uma fábrica de extração de óleos, em 2003. A principal planta utilizada é a macaúba, uma grande palmeira típica dos Estados do Sudeste. Os óleos são vendidos para serem usados na cozinha e para a indústria de cosméticos.

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