Desenvolvimento Nordestino

com Responsabilidade Social e Ambiental

Produção de biodiesel por agricultura familiar pode gerar ocupações no Semi-Árido

Posted by Desenvolvimento Nordestino em agosto 13, 2007

Produção de biodiesel por agricultura familiar pode gerar ocupações no Semi-Árido
25/10/2006
 
Por Rodrigo Martins, da Ascom/UFPE

Extraida de : http://www.ufpe.br/new/visualizar.php?id=4608 

O desenvolvimento da cultura de biodiesel extraído da mamona no Semi-Árido nordestino, se for realizado por meio da agricultura familiar, pode gerar cerca de 45 mil ocupações diretas na região, para o acréscimo de apenas cinco pontos percentuais do novo combustível (o Biodiesel B5) na mistura do óleo diesel comum. Essa é uma das estimativas que se encontram no trabalho de Adriana Isola Vilar – “O uso do biodiesel de mamona como fonte alternativa de energia: possíveis repercussões sobre o Semi-Árido nordestino” -, defendido recentemente como dissertação de mestrado em Ciências Econômicas, sob orientação do professor João Policarpo Rodrigues de Lima.

Adriana defende a produção por meio da agricultura familiar, pois essa seria a melhor forma de se desenvolver a região, mas faz a ressalva de que essa não é a forma mais eficiente de produção; pois, ao eleger um nível tecnológico de produção mais baixo para a implantação do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB), o governo estaria favorecendo principalmente o desenvolvimento social da região.

Isso porque, com as bases da agricultura familiar, a cada trabalhador rural caberia o cultivo de 11 dos 600.000 hectares que seriam necessários para atingir os 270.000 litros que se pretendem produzir em 2008. Além de desenvolver o Semi-Árido, Adriana calcula que, com a produção de mamona para a extração do óleo que será convertido em biodiesel, para cada emprego direto na região, serão criados mais três empregos indiretos na capital, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Essa seria uma alternativa válida, de acordo com a pesquisadora, principalmente no início do projeto, que visa a atender o mercado interno, na produção do biodiesel do tipo B5 – que contém 5% de biodiesel na composição do combustível original. “À medida que a produção evoluísse, e que o mercado se expandisse, até internacionalmente, o nível tecnológico poderia ser modificado, da agricultura familiar para o agronegócio, para suprir o aumento da demanda”, comenta Isola.

CULTURAS – Há, no Brasil, três plantas de conhecido potencial para a extração do óleo que possibilita a produção do biodiesel: a soja, a mamona e o pinhão-manso. Adriana Isola realizou também um estudo com objetivo de elencar qual dessas três oleaginosas acarretaria melhores resultados na adaptação da cultura, na geração de emprego e de renda, em um nível de custos acessível. Seu estudo se baseou, portanto, na produção a partir da mamona, cuja adaptação à região seria mais fácil que a da soja, e que apresenta estudos em nível mais avançado que o pinhão-manso, ainda pouco trabalhado.

Para obter os resultados que levaram à escolha da mamona como principal alternativa, e das demais projeções, como a criação de ocupações e de renda, Isola utilizou dados do PNPB da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de alguns ministérios, como os de Desenvolvimento Agrário e de Minas e Energia.

Mais informações
aisola@bol.com.br

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