Desenvolvimento Nordestino

com Responsabilidade Social e Ambiental

Articulação no Semi-Árido Brasileiro

Posted by Desenvolvimento Nordestino em agosto 12, 2007

Extraido de: http://www.asabrasil.org.br/ 

A ASA, Articulação no Semi-Árido Brasileiro, é um fórum de organizações da sociedade civil, que vem lutando pelo desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semi-árido brasileiro, desde 1999.

Atualmente, mais de 700 entidades dos mais diversos segmentos, como igrejas católicas e evangélicas, ONGs de desenvolvimento e ambientalistas, associações de trabalhadores rurais e urbanos, associações comunitárias, sindicatos e federações de trabalhadores rurais, fazem parte da ASA.

A coordenação executiva, composta por dois membros de cada Estado do Semi-Árido (todos do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), é a instância máxima da Articulação, seguida dos Fóruns ou ASAs Estaduais e dos Grupos de Trabalho (GTs).

O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC); o projeto demonstrativo do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2); e o Programa Bomba D’Água Popular (BAP) são as atuais ações geridas pela ASA. 

A ASA também tem debatido sobre dois temas que tem refletido na realidade do povo do Semi-Árido, que são desertificação e a produção do biodiesel através do cultivo de oleaginosas.

 

Complemento:

A democracia das águas
Extraido de: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC597494-1641-1,00.html

Empresas, prefeituras, sindicatos rurais e urbanos, organizações
não-governamentais, movimentos populares e instituições ligadas à
Igreja demonstram no semi-árido

… continua…veja o site

Texto José Augusto Bezerra
Fotos Kleide Teixeira
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Sabedoria

Extraido de:http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC597494-1641-2,00.html

O projeto Água e Cidadania faz parte do P1MC – Programa 1 Milhão de
Cisternas, desenvolvido pela ASA – Articulação no Semi-Árido, um dos
mais abrangentes, organizados e ativos fóruns de entidades civis já
implementados no país, que atua em prol do desenvolvimento social,
econômico, político e cultural do nordeste. ‘Nossa intenção é
contribuir para elevar a qualidade de vida das populações carentes’,
diz Carlos Alberto Tieghi, diretor comercial da Solvay. ‘Acreditamos
que uma empresa só pode crescer em sociedades que têm condições de
oferecer qualidade de vida a seus cidadãos’, completa Paulo Schmalz,
diretor-superintendente da Amanco.

… continua…veja o site

Texto José Augusto Bezerra
Fotos Kleide Teixeira
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Participação
Participação

Extraido de:http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC597494-1641-3,00.html

O P1MC depende – e muito – de contribuições particulares. Da
solidariedade da população, a exemplo do que faz a psicanalista Leda
Teixeira, baiana de Livramento de Nossa Senhora, região de clima mais
ameno, ao sul da Chapada Diamantina, mas radicada há 28 anos em São
Paulo. Desde 2001, ela deposita todo mês 100 reais de seu próprio
bolso e, como voluntária, distribui um folheto com especificações para
quem quiser contribuir (agência Bradesco n.º 3045-7, conta corrente
35049-4, Juazeiro, Bahia, em nome de Sose – Diocese de Juazeiro para o
Programa Adote uma Cisterna), incitando amigos, vizinhos, colegas de
trabalho, instituições públicas e privadas a fazer o mesmo. ‘Já
conseguimos 1.500 reais num mês, somando 20 reais aqui, 50 ali, 100
acolá’, comemora.

… continua…veja o site

Texto José Augusto Bezerra
Fotos Kleide Teixeira
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Um país à margem do rio

Extraido de:http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC597494-1641-4,00.html

Mineiro de nascença, o Rio São Francisco é nordestino por opção.
Decidido a alargar seus horizontes, tomou rumo norte, na direção
contrária dos retirantes que procuravam melhores condições de vida no
sul do país, expulsos pela seca e descaso. O Velho Chico é refresco e
espelho para os habitantes do semi-árido, região com mais de 800 mil
quilômetros quadrados de área e população de 18 milhões de pessoas,
abrangendo o norte de Minas Gerais e Espírito Santo, os sertões da
Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte,
Ceará, Piauí e parte do sudeste do Maranhão.

… continua…veja o site

 

Texto José Augusto Bezerra
Fotos Kleide Teixeira
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Safra recorde, de água
Safra recorde, de água

Extraido de:http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC597494-1641-5,00.html

A campanha das cisternas familiares tem origem no município de Campo
Alegre de Lourdes, no sertão baiano. Em 1990, lideranças locais
conheceram na região de Ouricuri, PE, a cisterna de placa,
reservatório construído ao pé da casa, feito de placas de cimento,
parcialmente enterrado no chão. Já existiam outros tipos de cisternas
no semi-árido, feitas com tijolo e cimento, ferro e cimento ou barro
cozido, mas todas apresentavam algum tipo de deficiência, como
vazamentos, por exemplo, ou eram caras demais.

Reunidos no povoado de Malhada, com apoio da CPT – Comissão Pastoral
da Terra, os trabalhadores buscavam uma resposta que servisse a todos,
de forma massificada, e não soluções localizadas. Então, com base no
que aprenderam em Ouricuri, começaram a incentivar a adoção em massa
das cisternas e passaram a construí-las, com dinheiro doado pela
Oxfam, entidade assistencial da Inglaterra. Logo depois, trabalhadores
rurais de outros municípios da região, como Pilão Arcado e Remanso,
aderiram e passaram eles também a viabilizar meios para construir
outras cisternas. Como uma onda, vereadores e prefeitos começaram a
discutir a questão e apresentar projetos tentando controlar a
construção.

Em 1998, o bispo de Juazeiro decidiu fazer da experiência uma
prioridade diocesana e criou a campanha ‘Até 2004 nenhuma família sem
água – adote uma cisterna’. A verba obtida vai para um caixa comum,
para onde as famílias beneficiadas devolvem, como puderem e no prazo
possível, algum recurso para beneficiar outras famílias. A idéia
vingou, a campanha cresceu, ganhou a adesão de todas as pastorais
sociais da CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, e acabou
somando-se a outros programas em curso. A proposta de construção de 1
milhão de cisternas nasceu no Fórum Paralelo Contra a Desertificação,
realizado na capital pernambucana. Aprovada pelo MMA – Ministério do
Meio Ambiente, transformou-se no que é conhecido oficialmente como
Programa de Formação e Mobilização para a Convivência com o Semi-Árido
– 1 Milhão de Cisternas para o Semi-Árido Brasileiro (P1MC), conduzido
sob coordenação da ASA – Articulação do Semi-Árido.

Depois que a ASA consolidou o programa, a Cáritas Brasileira, a
Comissão Pastoral da Terra Nacional e a Fian/Brasil lançaram uma
campanha internacional buscando angariar fundos no exterior. Além
disso, lançaram o livro Água de Chuva: o Segredo da Convivência com o
Semi-Árido, editado em português, inglês e alemão, contendo
informações e reflexões sobre a realidade na região. O deserto invoca
o deserto e a água, a água. Se uma seca parece atrair outra seca maior
na seqüência, acostumando paulatinamente a terra ao flagelo, a água
pode reverter esse processo, recuperando o solo, colorindo plantas,
flores e frutos, trazendo de volta bichos e homens. Água é vida.

Texto José Augusto Bezerra
Fotos Kleide Teixeira

TOPICO RELACIONADO: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6205238&tid=2455216274494928228

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7 Respostas to “Articulação no Semi-Árido Brasileiro”

  1. sergio fernandes said

    prezados senhores(as),

    Lendo a reportagem da revista globo rural agosto/2007 , interessei – me muito pela construção de cisternas de ferrocimento a baixo custo ,que teve materia publicada.Possuo propriedade rural no município de Japoatã-Sergipe ,( povoado projeto de assentamento ladeirinhas “A”),e gostaria de adquirir o projeto de contrução das cisternas completo , com custos da contrução total , capacidade de armazenamento de água ,material a ser empregado na integra , pois sei que a experiencia da ASA é enorme.A minha intenção para contruir as cisternas é para aproveitar a água da chuva para armazenamento com a intenção de consumo e irrigação , ajudando assim a presevação dos lençois freáticos.
    Solicito encarecidamente a informação de como conseguir o projeto de construção para dar andamento ao ideal.

    conto com vossa colaboração

    no aguardo

    cordialmente

    sérgio fernandes

  2. desenvolvimentonordestino said

    Caro Sergio,

    No IRPAA eu vi a exposição de uma cartilha sobre construção de cisternas, mas ela não esta’ disponivel para download através do site. Sugiro que entre em contato com eles:
    http://www.irpaa.org/
    https://desenvolvimentonordestino.wordpress.com/2007/08/05/instituto-regional-da-pequena-agropecuaria-apropriada-irpaa/

    A Mercedes indicou alguns links que poderão lhe ajudar:

    Curso de construção alternativa (apostila disponivel para download com parte dedicada às cisternas de ferro cimento)
    http://viversustentavel.wordpress.com/2007/06/09/curso-de-construcao-alternativa/

    Outros links onde podera’ encontrar outras informações:

    http://viversustentavel.wordpress.com/2007/07/05/banco-de-tecnologias-sociais/

    http://viversustentavel.wordpress.com/2007/06/25/sistema-de-captacao-de-agua-da-chuva-ipec/

    Por favor, depois compartilhe conosco os resultados que conseguir.

    Abraços

  3. desenvolvimentonordestino said

    Manual para construção de cisternas de placa

    http://www.cliquesemiarido.org.br/semi_manual.htm

    Páginas 01 a 05 http://www.cliquesemiarido.org.br/mc/manualcisternas1.pdf
    Páginas 06 a 10
    Páginas 11 a 15
    Páginas 16 a 20
    Páginas 21 a 25
    Páginas 26 a 30
    Páginas 31 a 35
    Páginas 36 a 40
    Páginas 41 a 45
    Páginas 46 a 50
    Páginas 51 a 55
    Páginas 56 a 60
    Páginas 61 a 66 http://www.cliquesemiarido.org.br/mc/manualcisternas13.pdf

  4. Juracy said

    Tanque de tela de arame e concreto (cisterna de ferrocimento)

    http://viversustentavel.wordpress.com/2007/06/24/tanque-de-tela-de-arame-e-concreto/

  5. Elaboramos um projeto de desenvolvimento sustentável e de ação solidária para o semi-árido mais especificamente para o município de Boa Viagem – CE. Estamos precisando de orientação de como fazer para adquirir dultos para irrigação á baixo custos.
    Respeitosamente agradecemos
    no aguardo
    Ana Elisa

  6. ROSANA PEGORARO said

    Sou brasileira e estudo na Itália- Perugia – farei a minha tese sobre o Sertão do Brasil. Solicito, portanto, a gentileza de enviar-me material a respeito do semi-árido em que eu possa obter os seguintes dados:

    A geografia física da região do semi-àrido – clima, características ambientais, a fauna, a flora, o clima, morfologia do terreno, vegetação …
    – Ligações antropológicas- ambiente humano, as habitações, o que fazem, como vivem…
    – Características do Sertão.
    – Trasnformações atuais.
    – Evoluções recentes e prospectivas.
    – Desenvolvimento sustentável
    – Eventuais soluções.
    Desde já agradeço e estou à espera do material.
    Muitíssimo obrigada. Rosana Pegoraro

  7. Jorge Antonio Bernardes Pereira said

    Eu gostaria de saber se no programa de água para todos não tem nenhum projeto para esses peuquenos produtores produzirem no fundo do seu quintal fruteiras e hortaliças com o reaproveitamento da água do banho e de lavagem dos seus pratos.

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